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» História
Padroeiro: S. Julião.
Habitantes: 228 habitantes (I.N.E.2001) e 278 eleitores em 31-12-2003.
Actividades económicas: Agricultura, pecuária, pequeno comércio, pequena indústria e exploração florestal.
Festas e romarias: S. Julião (9 de Janeiro) e Senhora da Graça (Maio e Junho de 2 em 2 anos).
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial, Capela da Senhora da Graça e Casa da Porteleira.
Outros locais de interesse turístico: Monte da Senhora da Graça e margens do rio Mourão.
Gastronomia: Cabrito assado no forno.
Artesanato: Tecelagem de linho.
A Freguesia de Badim dista cerca de doze quilómetros da Vila de Monção, a sede do concelho a que pertence. Confronta, a Norte, com a Freguesia de Sá e a Freguesia de Valadares. A Sul, com as freguesias de Riba de Mouro, Tangil e Podame. A nascente, com a Freguesia de Penso e a Freguesia de Cousso (ambas pertencentes ao concelho de Melgaço). Por Poente, com a Freguesia de Segude, a Freguesia de Ceivães e o rio Mouro, tendo na outra margem a Freguesia de Barbeita.
Os seus principais lugares são: Badim de Cima, Torre, Riocovo e Val, que ocupam os cerca de 710 ha que compõem a sua área territorial, desde as margens do rio Mouro até aos pontos mais elevados dos seus limites com as freguesia vizinhas anteriormente referidas, em plenas faldas da serra da Peneda.
Existia nesta freguesia o couto de Vila Boa, que pertencia aos Abreus, por concessão do rei D. Fernando. Em 1370.
As famílias dos Abreus e os Vilarinhos, ambas descendentes de Arção de Cotos, um cavaleiro dos primeiros tempos da nacionalidade, foram muito influentes nestas terras.
Fundamental importância tem, também, nesta freguesia, a Casa da Porteleira, com a nobreza do brasão dos Soares de Tagilde composto em escudo francês carregado de uma brica, no canto direito, e três flores-de-lis, no canto esquerdo.
Consta-se que Badim foi primeira freguesia do concelho a instituir a Lei do Gado ao Vento, que considerava que o gado que fosse encontrado abandonado passava a ser do direito real, e quem o encontrasse tinha dez dias para avisar, de forma a não ser acusado de delito.
A Capela de Nossa Senhora da Graça, localizada no Monte do mesmo nome, pertence à Freguesias de Badim e à Freguesia de Sá.
Ainda a respeito da história desta freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente:
«No catálogo das igrejas de Entre Lima e Minho, organizado em 1320, Badin figura na terra de Valadares, sob a designação de "São Julião de Badim de Susã", com a taxa de 25 libras.
Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa deu ao bispo de Ceuta a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho.
Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta. Entre os anos de 1514 e 1532, no registo da avaliação dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, São Julião de Badim, denominada "Abadinho" rendia 46 réis. No registo da avaliação feita no tempo do arcebispo D. Manuel de Sousa em 1546, Badim, que escolhera então para padroeiro, São João, era anexa a Ceivães. Nessa época, Ceivães chamava-se "São Salvador de Mouro Juzão".
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, São Julião de Badim estava ainda anexa a Ceivães. Pertencia à terra de Valadares. Segundo Américo Costa, foi vigairaria da apresentação "ad nutum" do reitor de Ceivães, passando mais tarde para a Casa do Infantado. Em termos administrativos, a Freguesia de Badim, pertenceu ao concelho de Valadares, suprimido em 1855, por decreto de 24 de Outubro. Desde então, passou a integrar o de Monção.»
Fontes consultadas "Dicionário Enciclopédicos das Freguesias e Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo".
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